Vozes do Território

Quem vive a terra também conta a sua história.

A agroecologia se constrói com pessoas. Aqui reunimos depoimentos e histórias de agricultoras, agricultores, mulheres rurais e povos tradicionais que fazem o CTA acontecer.

Ilustração da palmeira de sete pernas, símbolo dos sete povos atendidos pelo CTA
O símbolo do território

A palmeira de sete pernas.

No coração da identidade do CTA está uma imagem que nasceu do próprio território: a palmeira de sete pernas. Troncos diferentes que se erguem do mesmo chão e sustentam uma única copa.

Cada perna representa um dos sete povos com quem o CTA caminha há 35 anos: a agricultura familiar, as famílias assentadas, os povos indígenas, as comunidades quilombolas, as famílias extrativistas, as comunidades morroquianas e as famílias pescadoras. São modos de vida distintos, unidos pela terra, pela comida de verdade e pela agroecologia.

Os sete povos

Quem faz o território junto com o CTA.

Os depoimentos publicados nesta página são reais e trazem a indicação da fonte. Esta é uma página viva: novas vozes do território serão acrescentadas com o tempo.

Agricultoras e agricultores familiares em visita de campo na lavoura
Agricultura Familiar

É a base de tudo o que o CTA faz: cerca de 1.200 famílias acompanhadas com assistência técnica, sistemas agroflorestais, quintais produtivos e comercialização que garante renda no campo.

"O CTA existe há 30 anos e é fruto do trabalho da FASE no local, que também orientou a criação de uma associação para que desse continuidade ao trabalho iniciado, tanto para organizar os trabalhadores e trabalhadoras quanto para comercializar a produção deles."
Miraci Pereira da Silva, presidente do CTA — FASE, 2022
Famílias assentadas reunidas no viveiro de mudas
Assentados

O CTA nasceu da luta das famílias posseiras e assentadas da reforma agrária do Vale do Guaporé, onde quase seis mil famílias conquistaram a terra. Desde 2004, a assistência técnica em assentamentos de Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, ampliou esse acompanhamento, que segue até hoje.

Plantio de muda de palmeira em comunidade indígena
Povos Indígenas

Das trocas de sementes e mudas com o povo Chiquitano, na TI Portal do Encantado, à alimentação escolar que alcança as TIs Pirineus de Souza, Vale do Guaporé e Nambikwara pelo Projeto Terra Nutre.

"Eu conheço o CTA há uns 5 anos porque eles sempre ajudaram na agricultura familiar levando sementes que a gente precisa. [...] Eu sei que posso fazer muita coisa pelo meu povo agora."
Rosane Maria Rupilete, povo Chiquitano, TI Portal do Encantado — FASE, 2022
Mulheres quilombolas com feixes de arroz da colheita
Quilombolas

Do Vale do Guaporé, território histórico quilombola de Vila Bela da Santíssima Trindade, ao Quilombo Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento — ambos em Mato Grosso: a produção quilombola chega à merenda escolar e às cadeias da sociobiodiversidade.

Extrativistas colhendo frutos nativos
Extrativistas

A coleta de frutos nativos, como o cumbaru do Cerrado, as polpas e o mel movimenta um agroextrativismo que gera renda e conserva os biomas, fortalecido por parcerias como a da Central do Cerrado.

Comunidade morroquiana entre as morrarias
Morroquianos

Comunidades tradicionais das morrarias da região guaporeana, com modos próprios de viver, plantar e criar. O CTA acompanha essas famílias no fortalecimento dos seus territórios e da sua produção.

Pescadoras e pescadores artesanais puxando rede de barcos no rio
Pescadores

Pescadoras e pescadores artesanais dos rios e do Pantanal mato-grossense, presentes nas mobilizações em defesa das águas e nas cadeias de comercialização da comida de verdade.

"O CTA tem 42 associados mas a nossa ação é para além do CTA porque às vezes quem não é sócio é mais impactado e quem é associado tem a consciência de querer beneficiar outras famílias."

— Saguio Moreira, coordenador executivo do CTA (FASE, 2022)

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